quinta-feira, 29 de abril de 2010
MANIFESTO II - Projetar a Santa Catarina do Futuro
O modelo neoliberal falhou ao afastar o poder público das responsabilidades estratégicas. Nos últimos anos, o governo do Presidente Lula recolocou o papel central do Estado como indutor do desenvolvimento do país, fator esse que diferenciou o Brasil diante da crise internacional.
Santa Catarina não teve mais nenhum plano estratégico de desenvolvimento desde os PLAMEG I (Celso Ramos 1961-1965), PLAMEG II (Ivo Silveira 1966-1970) e Plano Catarinense de Desenvolvimento (Colombo Salles 1971-1974). A partir destes houve apenas planos de governo de curto prazo.
Porém, os resultados de um planejamento estratégico ou da falta dele, são percebidos num período posterior. O reflexo desta falta de planejamento pode-se verificar no desempenho da economia catarinense em relação a economia nacional. Na década de 1970 Santa Catarina cresceu 11,5% ao ano, enquanto o Brasil 8,3%. Na década de 1980 o estado cresceu 5,3% e o país 2,3%. Já na década de 1990 essa diferença foi se reduzindo de 3,5% para 1,7% e nos anos 2000 se inverteu, pois o crescimento nacional foi de 2,7% enquanto que o estadual foi de apenas 1,1%.
Durante a crise internacional de 2008-2009, nosso estado sofreu mais os impactos do que a média nacional, de um lado porque o mercado exportador catarinense concentra-se em poucos e grandes compradores e por outro lado uma abertura comercial descontrolada. Enquanto isso, a política nacional foi de diversificação das exportações e especialmente no aumento do consumo interno.
É preciso retomar a construção de Planos Estratégicos de Desenvolvimento, a exemplo do PAC, que contempla diagnóstico dos principais problemas e planejamento de grandes investimentos em longo prazo.
Representar Santa Catarina no Senado significa ser um articulador dos fóruns e organizações catarinenses, para, juntamente com o governo estadual e nacional, projetar o estado em longo prazo, estabelecer metas e destinar recursos de infra-estrutura logística e social.
O desafio do crescimento futuro passa por: reconfigurar setores importantes que estão em dificuldades, como a agricultura, agroindústria, moveleiros e outros; potencializar novos setores dinâmicos da economia, como por exemplo, o turismo ambientalmente sustentável, a informática, a produção de energias renováveis e a pesca; investir em novos modais de transportes, distribuição de energias e telecomunicações; além de muito investimento em formação profissional, ciência e tecnologia, habitação, planejamento urbano, saneamento básico.
- Qual a sua opinião, sobre o que deve ser feito agora para garantir o desenvolvimento de longo prazo?
- Promova debates, ajude a mostrar a importância do papel do Estado no desenvolvimento da sociedade.
Santa Catarina não teve mais nenhum plano estratégico de desenvolvimento desde os PLAMEG I (Celso Ramos 1961-1965), PLAMEG II (Ivo Silveira 1966-1970) e Plano Catarinense de Desenvolvimento (Colombo Salles 1971-1974). A partir destes houve apenas planos de governo de curto prazo.
Porém, os resultados de um planejamento estratégico ou da falta dele, são percebidos num período posterior. O reflexo desta falta de planejamento pode-se verificar no desempenho da economia catarinense em relação a economia nacional. Na década de 1970 Santa Catarina cresceu 11,5% ao ano, enquanto o Brasil 8,3%. Na década de 1980 o estado cresceu 5,3% e o país 2,3%. Já na década de 1990 essa diferença foi se reduzindo de 3,5% para 1,7% e nos anos 2000 se inverteu, pois o crescimento nacional foi de 2,7% enquanto que o estadual foi de apenas 1,1%.
Durante a crise internacional de 2008-2009, nosso estado sofreu mais os impactos do que a média nacional, de um lado porque o mercado exportador catarinense concentra-se em poucos e grandes compradores e por outro lado uma abertura comercial descontrolada. Enquanto isso, a política nacional foi de diversificação das exportações e especialmente no aumento do consumo interno.
É preciso retomar a construção de Planos Estratégicos de Desenvolvimento, a exemplo do PAC, que contempla diagnóstico dos principais problemas e planejamento de grandes investimentos em longo prazo.
Representar Santa Catarina no Senado significa ser um articulador dos fóruns e organizações catarinenses, para, juntamente com o governo estadual e nacional, projetar o estado em longo prazo, estabelecer metas e destinar recursos de infra-estrutura logística e social.
O desafio do crescimento futuro passa por: reconfigurar setores importantes que estão em dificuldades, como a agricultura, agroindústria, moveleiros e outros; potencializar novos setores dinâmicos da economia, como por exemplo, o turismo ambientalmente sustentável, a informática, a produção de energias renováveis e a pesca; investir em novos modais de transportes, distribuição de energias e telecomunicações; além de muito investimento em formação profissional, ciência e tecnologia, habitação, planejamento urbano, saneamento básico.
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